1887
Ludwik Lejzer Zamenhof (Luiz Lázaro Zamenhof) vivia em Bialystok (atualmente na Polônia, na época Império Russo). Em Bialystok moravam muitos povos e falavam-se muitas línguas, o que dificultava a compreensão, mesmo nas mais cotidianas situações, o que o motivou a criar uma língua auxiliar neutra, a fim de solucionar o problema.
Durante a adolescência, criou a primeira versão da “lingwe universala”, uma espécie de esperanto arcaico. O seu pai, entretanto, fê-lo prometer deixar de trabalhar no seu idioma para se dedicar aos estudos. Zamenhof então foi para Moscou estudar medicina. Em uma de suas visitas à terra natal, descobriu que seu pai queimara todos os manuscritos do seu idioma.
Zamenhof pôs-se, então, a reescrever tudo, adicionando melhorias e fazendo a língua evoluir.
O primeiro livro sobre o esperanto foi lançado em 26 de julho de 1887, em russo, contendo as 16 regras gramaticais, a pronúncia, alguns exercícios e um pequeno vocabulário.
1904
O primeiro encontro internacional de Esperanto ocorreu nos dias 7 e 8 de agosto de 1904, quando reuniram-se em Calais, Norte da França, 120 esperantistas de seis nacionalidades: inglesa, austríaca, belga, tcheca, francesa e alemã. Eles conversaram somente em Esperanto. Até então encontros de esperantistas de diferentes nacionalidades eram pessoais e raros. Esse evento foi então o primeiro encontro internacional, onde o Esperanto foi a única língua usada. O sucesso do evento resultou na famosa aclamação de Alfred Michaux, presidente do Grupo de Esperanto de Boulogne-sur-Mer: “Agora, eu convido-vos para o próximo ano em Boulogne para um verdadeiro, importante congresso esperantista!” Essa aclamação podemos ver como a origem histórica dos Congressos Universais de Esperanto.
Entre as questões discutidas durante o evento estava a decisão que o símbolo para reconhecer os esperantista seria a estrela verde de cinco pontas.



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