Introdução

O esperanto é uma língua internacional e neutra. É um eficiente instrumento para a preservação de todas as línguas e culturas do globo. Não pertence a nenhuma nação e sua principal proposta é a de que cada povo continue a falar sua própria língua, podendo, conjuntamente, fazer uso de um idioma neutro nas comunicações internacionais, sem favorecimento desta ou daquela nação.

 

A Ideia

A ideia-base do esperanto foi lançada pelo médico polonês de 28 anos, Dr. Lázaro Zamenhof, em 1887, a mais de 120 anos. Desde então, o projeto de língua planejada transformou-se em uma língua viva, com cultura própria, mas internacional, e até mesmo com falantes nativos.

Aqui, você poderá ter uma ideia geral sobre o que e como é o esperanto, a comunidade internacional que faz uso desta língua e as diversas facetas do movimento mundial em torno dela. Em nosso portal, também terá dicas de como aprender, comunicar-se e fazer uso do esperanto nas mais diversas maneiras.

Quantas pessoas falam Esperanto?

Não se sabe com exatidão. A Enciclopédia Britannica estima que mais de 100 mil pessoas usem o idioma em todo o mundo. Já a Ethnologue: línguas do mundo, uma das mais importantes enciclopédias sobre línguas, considera que existam, hoje, cerca de 2 milhões de falantes com fluência nível L2, isto é, quase nativa.

Outras informações podem nos dar uma ideia sobre o uso do esperanto ao redor do planeta. No mundo, existem mais de 6 mil línguas, e o esperanto está entre as 300 línguas mais faladas. Apesar de não existir um país que fale apenas esperanto, ele está presente em 115 países e é provavelmente a terceira língua geograficamente mais bem distribuída.

Quantas publicações existem em Esperanto?

Definir o número de publicações em esperanto é uma tarefa tão difícil quanto definir o número de falantes da língua. O Museu do Esperanto, fundado em 1927 e hoje departamento da Biblioteca Nacional da Áustria, possui em seu acervo mais de 35 mil livros e 2 mil periódicos, além de outras dezenas de milhares de manuscritos, panfletos, fotografias e objetos relacionados. O catálogo da Associação Mundial de Esperanto, com sede na Holanda, possui quase 7.000 livros e outras mídias para venda. Além disso, em diversos portais e páginas da internet, como, por exemplo, no portal Domínio Público, do governo brasileiro, é possível obter de centenas a milhares de obras em e sobre esperanto.

Um enorme número das grandes obras literárias já foi traduzido para o esperanto, desde a Bíblia e o Alcorão até as obras de Dante, Camões e Shakespeare. Autores modernos, como Garcia Lorca, Jorge Luis Borges e Jorge Amado também têm traduções em esperanto. Da literatura brasileira, livros como Dom Casmurro, Memórias póstumas de Brás Cubas, Vidas secas e O alquimista possuem traduções bastante elogiadas. Até mesmo a biografia de Pelé possui uma tradução para o esperanto, autografada pelo próprio ídolo.

Há ainda muitos trabalhos escritos originalmente em esperanto. Algumas destas obras tornaram-se tão importantes, que foram traduzidas para vários outros idiomas, como é o caso do poema épico modernista La infana raso (A raça menina), do escocês William Auld, cuja obra original em esperanto lhe rendeu repetidas nomeações ao prêmio Nobel de literatura.

O Esperanto é reconhecido?

Desde a apresentação de sua base, em 1887, o esperanto ganhou falantes das mais diversas partes do mundo, que em muito contribuíram para sua fundamentação e evolução como língua. São inúmeras as diversas manifestações da cultura em esperanto, desde a literatura ao cinema. Milhares de páginas na internet e redes sociais, transmissões diárias de rádio e encontros e congressos, sejam regionais ou mundiais, garantem um intenso intercâmbio de ideias e sentimentos entre pessoas. Tudo isso comprova que o esperanto tornou-se e é uma língua viva.

Hoje, principalmente na Europa e na China, o esperanto é matéria de estudo em diversas escolas e universidades. Na Polônia, uma das maiores universidades do país, a Universidade Adam Mickiewicz, em Poznan, oferece um curso de pós-graduação de três anos na área da linguística dado completamente em esperanto. Na Hungria, o Centro de Ensino Avançado de Idiomas, da Universidade Eötvös Loránd, em Budapeste, responde pela certificação de proficiência em esperanto para toda a União Européia. Em San Marino, a Academia Internacional das Ciências San Marino, uma das universidades daquele país, tem o esperanto como única língua oficial.

Além disso, a ONU, por meio da UNESCO, reconhece oficialmente o esperanto como língua e já por duas vezes recomendou seu ensino aos países membros.

 

Ma e o Inglês?

O inglês é uma língua muito importante, principalmente nos negócios. Muitas pessoas o estudam, mas somente 300 milhões de pessoas falam inglês, o que representa apenas 6% da população mundial (Ethnologue: línguas do mundo).

Ensinar inglês a 94% do mundo acarreta um enorme desperdício de tempo e dinheiro, e resultados insatisfatórios. Além disso, os países de língua inglesa obtêm enormes lucros com cursos e produção cultural nessa língua.

A Inglaterra obtém mais lucro através da língua inglesa, do que com a exploração do petróleo do Mar do Norte.

A produção cultural norte-americana, como cinema e música, inviabiliza a produção cultural de muitos paises. Por esses motivos a utilização de uma língua nacional, como o inglês, espanhol, ou chinês, na função de língua internacional sempre acarretará uma situação de injustiça, onde alguns paises são privilegiados e outros prejudicados.

Assista a um vídeo de 8 minutos com Claude Piron, tradutor da ONU e da Organização Mundial de Saúde, por 20 anos professor do Depto. de Psicologia da Universidade de Genebra. (clique nas setas para trocar a legenda para português).