Excursões durante o UK

Escrito por em Aug 2, 2012 em Blog, rafael | 265 comentários

Excursões durante o UK

Na terça-feira eu e o Fernando fomos visitar, com outros samideanos de todos os cantos do mundo, o vilarejo de Bát Tràng, onde visitamos uma fábrica de cerâmica e depois uma loja onde é simplesmente impossível não comprar nada, pois lá há coisas maravilhosas, desde conjuntos de tacinhas de chá e colheres de louça até grandes vasos e estátuas muito bonitos. Vi até um conjunto de bancos de cerâmica muito bonitos e no fim não resisti e acabei comprando o que mais me encantou (e felizmente não é absurdamente caro): um conjunto de estatuaetas minúsculas representando diversos grupos étnicos vietnamitas em trajes típicos, todas pintadas à mão e o detalhamento é impressionante.

Em seguida fomos visitar um pagode em uma província vizinha, em uma área rural: saí de Hanói pela primeira vez. No caminho, plantações de arroz e de fruta-do-dragão compunham a paisagem. Aqui é tudo plano, não se vêem morros no horizonte, e as plantações são bonitas: diversos quadrados cada um com um tom de verde diferente, exatamente como vi da janela do avião quando cheguei.

O que mais me chamou a atenção é que no meio das plantações sempre há alguma sepultura, às vezes até um pequeno cemitério. Me contaram que esses túmulos são muito antigo, de quando as pessoas tinham o costume de enterrar parentes em suas terras, mas hoje em dia costumam cremar os mortos. Quem compra um pedaço de terra onde há uma sepultura assume, extra-oficialmente, um dever moral de honrar os mortos ali enterrados, queimando incenso nos pagodes em memória dessas pessoas e preservando os túmulos em troca de proteção espiritual a suas terras.

O pagode é lindo e cheio de estátuas feitas de madeira de jaqueira. É um local onde se encontra muita paz, e os moradores das redondezas costumam ir lá regularmente para meditar, até mesmo os não budistas. Passeamos pelo local e encontramos uma árvore que dá umas frutas redondas enormes. Lá também tem uma antiga torre muito bonita.

Pagode

Depois fomos para outro vilarejo, o único lugar do mundo onde fazem uma arte muito antiga e bonita: negativos esculpidos em madeira funcionam como carimbos, e a cada dia é carimbada uma cor diferente, dentre as cinco possíveis, todas com tinta natural típica daqui, e após cinco dias tem-se uma bela gravura. Me impressionou a precisão do trabalho, tudo é carimbado no local exato, um erro mínimo é suficiente para deixar tudo borrado. O cheiro de papel de arroz no local é muito gostoso.

Já na quarta-feira, dia das excursões, foi para a região de Ninh Binh, conhecida como a “baía de Ha Long do interior”. No caminho havia belas sepulturas antigas entre as plantações de arroz, até chegarmos perto de montanhas de beleza impressionante.

Uma guia esperantista nos disse que estávamos perto das ruínas de Hoa Lu, a antiga capital, com magníficos templos do séc. XVII. Fomos visitar a citadela e ficamos sabendo alguma coisa sobre os reis que ali viveram. As montanhas ao redor completavam a paisagem.

Eu em Hoa Lu

De lá chegamos em Ninh Binh, onde passeamos de canoa pelo rio cercado de plantações de arroz e flores de lótus. Ao redor as montanhas são exuberantes e as canoas a remo guiadas por nativos usando chapéus cônicos e sombrinhas coloridas ajudam a embelezar ainda mais o local. O fundo do rio é tomado por plantas que são extraídas e usadas como adubo em outros lugares. O casal de barqueiros que me levou rio acima é muito simpático, mas não pudemos conversar, pois eles só falam em vietnamita, e a mulher muito pouco de francês. Ao final do percurso rio acima há diversos barcos vendendo comidas e bebidas, e pedem para os passageiros pagarem bebida ao barqueiro, o que fiz com muito gosto, pois estava com pena daqueles dois, remando sob o sol forte que me fazia suar, mesmo usando chapéu e sombrinha. A água do rio também é quente.

Fernando (BRA) e Manuela (ITA) em Ninh Binh

No ônibus, de volta para Hanói, fizemos um verdadeiro piquenique internacional, cada um dividindo com os outros bolachas, balas e chocolates, muitas vezes trazidos de países distantes. É curioso ver os turistas não-esperantistas tendo dificuldades para conversar com seus guias e mesmo com seus colegas de excursão em língua estrangeira, enquanto esperantistas se entendem tão bem que os outros se surpreendem ao saber que não somos todos do mesmo país, mas de dezenas de países, pois conversamos de forma tão natural que as pessoas supõe que somos todos nativos de uma mesma língua falada numa determinada região geográfica.

Sexta-feira visitarei o Pagode Perfumado, e no fim de semana irei com um grupo de amigos de diversos países passear na baía de Ha Long, aproveitando o intervalo entre os dois congressos. Depois conto como foram os passeios.

4 respostas para “Excursões durante o UK”

  1. Um dia ainda vou aí, parece ser muito interessante XD

  2. Gratulon kara!
    Havu bonegan vojaĝon! 🙂

  3. Tre bonan vojagxon! Mi deziras iam iri tien… Profitu! =D

  4. anna says:

    GRATULON KARAAAA!! PROFITUUUU!!! KISOJN!!!
    ke via vojagxo estu plena!