Últimos dias em Hanói

Escrito por em Aug 29, 2012 em Blog, rafael | 265 comentários

Últimos dias em Hanói

Último texto escrito durante a viagem, mais precisamente no avião voltando para o Brasil.

Após chegar de Sa Pa fui com a Elen, a Véronique e o Kim para o Backpackers Hostel, onde a Hellen havia se hospedado durante o UK. Lá chegando, tivemos que aguardar atè as 11:00 para fazer check-in (sendo que chegamos lá às 5:00 e morrendo de sono), mas pudemos deixar nossas malas lá e dormir um pouco nos sofás do lounge até as 8:00, quando tomamos café da manhã no próprio albergue e fomos passear no lago Hoam Kiem até o horário do check-in. Aproveitei para tirar muitas fotos e visitamos o pagode que existe na ilha no meio do lago onde, reza a lenda, repousa a espada mágica do rei Le.

Lago Hoàn Kiêm

Passeando ao redor do lago encontramos um casal de esperantistas alemães que haviam viajado conosco para Sa Pa. Tomamos sorvete, demos uma volta ao redor do lago, fomos ao banco pegar dinheiro e depois fomos todos almoçar em um restaurante à beira do lago.

Após o almoço as meninas e o Kim queriam dormir e eu, apesar do sono, queria passear. Decidi acompanhá-los ao albergue para deixar minha mochila e depois passear sozinho pela cidade, mas ao chegar no albergue encontrei um monte de esperantistas: Midori, Sergei e Richard. Fomos os quatro passear pela cidade, encontramos mais dois esperantistas locais e seguimos para o mercado, onde passeamos e comprei um novo guarda-chuva (perdi o meu durante o IJK, mas já estava bem detonado), estreado no retorno para ao albergue, onde tomei banho antes de ir encontrar o pessoal no restaurante, conforme combinado na estação de trem.

Tivemos uma noite muito agradável no restaurante. As meninas vietnamitas escolheram o cardápio e experimentei mais pratos diferentes (e deliciosos). Ficamos conversando, comendo e bebendo por horas, e havia pessoas de quatro continentes na mesa, todas se comunicando naturalmente através do esperanto como se fossem velhos amigos, todos de uma mesma nacionalidade.

Voltamos para o albergue e fomos dormir. No dia seguinte tomei café da manhã com o Adeel,que por coincidência estava hospedado no andar acima do meu. Depois arrumei as malas para viajar, fiz check-out no albergue para não ter que pagar uma segunda diária e fui passear sem rumo pelas ruas do centro. Acabei me perdendo e peguei o mapa para me localizar, quando de repente ouvi “saluton! Ĉu vi bezonas helpon?” (Olá, você precisa de ajuda?). Era uma moça que conheci no congresso e me viu ali perdido na rua. Conversamos um pouco e resolvi continuar meu passeio, pois ainda estava cedo para o almoço.

De repente fui abordado por um vietnamita que trabalha levando as pessoas para passear de bicicleta pela cidade, mostrando diversos pontos turísticos. A bicicleta tem uma poltrona na frente onde o turista fica sentando curtindo o passeio. Era meu último dia em Hanói e não havia feito este passeio tradicional de Hanói, bem como não havia visto diversos pontos turísticos da cidade, então aproveitei a ocasião e combinei um passeio de uma hora, sentei-me na poltrona, tirei minha câmera da bolsa e saí fotografando. Aliás, para quem gosta de fotografar este passeio de bicicleta é imperdível!

A Torre da Bandeira, vista da bicicleta

Após o passeio, almocei com a Helen no albergue. Depois fomos passear, pois ambos queríamos comprar presentes para os amigos. Primeiro fomos a uma loja onde vendem camisetas engraçadas, depois passamos por algumas lojinhas de bugigangas onde comprei duas gravatas de seda muito bonitas para mim e vários presentinhos para amigos do Brasil. Como estava com pouco dinheiro, tive que ir a um caixa eletrônico mais uma vez, o que em Hanói é muito fácil, pois lá tem caixas eletrônicos para todo canto, e é bom prestar atenção às tarifas, pois alguns bancos cobram o dobro do valor cobrado pela maioria, e muitas vezes o caixa do outro banco fica praticamente ao lado. O mais comum é cobrarem um dólar por saque.

Chegando no albergue, Helen me emprestou toalha e sabonete para eu tomar banho antes de ir embora. Ela e a Véronique foram convidadas para jantar na casa dos pais de uma esperantista local, então me despedi delas após o banho e fui procurar um restaurante para jantar antes de ir embora, pois faltava pouco mais de uma hora para eu e o Kim nos encontrarmos para ir juntos para o aeroporto. Encontrei um restaurante superbacana e com ótimos preços. Depois de comer ainda dei uma volta pelas redondezas, admirei um pouco a vida noturna da cidade com seus bares e restaurantes cheios de turistas, as bancas de comida no meio da rua… Já estava começando a sentir saudade de tudo aquilo. Achei uma loja de café, que é uma delícia, então comprei um coador de café vietnamita para ver se consigo fazer um café parecido no Brasil.

Me despedindo da Midori, fim da minha última tarde em Hanói

De volta ao albergue, peguei as malas e pedi um táxi na recepção. Faltavam 3 horas para o meu vôo e tínhamos que passar antes na casa da Helenjo para pegar três amigas que desejavam se despedir de nós no aeroporto. O albergue fez um rolo medonho e demorou uma hora para o táxi chegar, então seguimos direto para o aeroporto e elas nos encontraram lá: Nepo, Helenjo e Akvino. Me ajudaram com as malas, me levaram até o balcão para despachar as malas, depois foram comigo a uma loja de souveniers para eu gastar os poucos dongues que me restavam em mais lembrancinhas para amigos do Brasil. Para minha surpresa, os preços na loja do aeroporto são bons.

Chegou a hora mais difícil, a despedida. As três, uma a uma, me abraçaram com força durante um longo tempo, quando fui me despedir do Kim ele também me abraçou. Depois percebi que as meninas estavam chorando e quase chorei também, creio que só não chorei porque estava tenso devido aos atrasos e não podia esperar mais para embarcar. Entrei na sala de embarque, dei uma última olhada para o saguão: meus amigos estavam lá me olhando e acenando para mim. Passei pelo guichê da imigração e depois havia uma fila enorme para passar pelo raio-x enquanto os auto-falantes pediam para os passageiros do meu vôo se dirigirem ao portão. Abordei um guarda, mas ele me disse para aguardar na fila, o que fiz até uma comissária da Qatar Airways chegar até mim e me levar até o raio-x para embarque imediato. De lá segui para o avião e após algum tempo decolamos rumo a Doha com escala em Bangcoc.

Doha vista da janela do avião logo após a decolagem rumo ao Brasil

Aproveitei minhas duas horas e meia em Doha para comprar tâmaras e chá no free shop e esticar as pernas antes das 14 horas de vôo até São Paulo. Agora estou sobrevoando o oceano atlântico, um pouco abaixo da linha do equador, para dentro de poucas horas pisar novamente em solo brasileiro.

 

Uma resposta para “Últimos dias em Hanói”

  1. Sady Metzdorff says:

    Gratulojn! Danke al Lingvo Internacia vi havis felicxajn tagojn kaj ni felicxajn momentojn legante viajn travivadoj en lando bela, malproksima kaj havante tre malsaman kulturon! Dankon!