Youth Blast: encontro da juventude para a Rio+20

Escrito por em Jun 24, 2012 em Blog, rafael | 265 comentários

Youth Blast: encontro da juventude para a Rio+20

Acabada a Rio+20, finalmente terei tempo de relatar, aos poucos, as experiências que vivi no Rio de Janeiro nas últimas semanas.

O Youth Blast, encontro da juventude para a Rio+20, teve duas partes, uma nacional, só para brasileiros, e outra internacional, com a presença de jovens estrangeiros.

A fase brasileira durou dois dias. Logo no primeiro houve a separação dos participantes em grupos para a elaboração de um documento, a ser aprovado em plenária no dia seguinte. Uma vez que os grupos eram temáticos, tivemos que decidir em qual deles ficar. Além de mim, meus amigos Allan Argolo e Álvaro Motta também estavam no Youth Blast. Considerei que o grupo Comunicação e Novas Mídias poderia ser mais interessante para nós, tanto pelo fato da língua ser a base da comunicação pelas novas mídias, quanto por eu ser membro da rádio Muzaiko, que se vale dos mais modernos recursos da internet para levar cultura e informação de qualquer lugar para qualquer lugar. Restava decidir o que seria melhor: nos dividirmos para tentar lançar nossas propostas em mais discussões ou ir todos ao mesmo grupo para somar forças? Sugeri a primeira opção e todos concordaram.

A escolha de não nos dividirmos foi devido à constatação de que muitas pessoas estavam fechadas às nossas ideias, então seria difícil conseguirmos alguma coisa. A escolha foi certa, pois acabamos conseguindo lançar propostas ligadas ao direito linguístico, que mais tarde foram aprovadas em plenária.

Veio então a parte internacional do evento. Conforme esperávamos, um caos linguístico se instaurou, e muitos brasileiros que nos dias anteriores haviam tentado nos convencer de que o esperanto era inútil, pois, segundo eles, o inglês resolve tudo, acabaram indo embora por não conseguirem entender o inglês falado na cerimônia de abertura. Nos corredores, as pessoas se agrupavam segundo suas línguas: brasileiros falavam português, estrangeiros falavam inglês ou espanhol, alguns falavam em francês e talvez até houvesse algum falante de outra língua que tenha passado despercebido por não ser capaz de se comunicar. Eu conseguia me comunicar com falantes de espanhol e de inglês, de modo que a barreira linguística não me atingiu muito, e os estrangeiros, diante daquela realidade, demonstraram bastante interesse pelo esperanto e logo percebemos que o Youth Blast seria, e de fato foi, um solo fértil para semear a língua neutra internacional.

Eu e o Christian Herrera no Youth Blast

Com Christian Herrera.

E foram tantos fatos marcantes deste Youth Blast: entregamos a brochura “Descubra o Esperanto” para o ministro Gilberto Carvalho e para Marina Silva, que havia sido uma das juradas do concurso Date With History, e que me reconheceu por causa do vídeo. Logo no primeiro dia conheci o Christian Herrera, ativista peruano que conheci através do Date With history, e que se tornou um grande companheiro ao longo de todo o evento. Enquanto conversávamos, algumas pessoas nos reconheciam e nos perguntávamos se tínhamos participado do concurso, conversavam e tiravam fotos conosco. Dessa forma acabei conhecendo a Alexandra Alhadeff, outra finalista, e nós três fomos convidados para discursar no encerramento do evento.

No último dia demos uma palestra sobre o esperanto, que atraiu um bom público, bastante interessado. Fiquei nervoso ao longo do dia por causa do meu discurso à noite, mas na hora fiquei muito tranquilo, a inspiração veio e consegui fazer um discurso muito bom, de improviso. Enquanto falava, percebi que o público estava recebendo bem as minhas palavras. Por fim, enquanto aguardávamos o táxi para nos levar para a casa, conhecemos uma mulher suíça que nos contou ser nativa em uma língua minoritária, romanche, e que havia se identificado com o meu discurso.

Meu discurso durante o encerramento do Youth Blast

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